Quinze Anos
No meio da brincadeira
Foi mesmo um acaso
Esbarrou no espelho
Mirou seu rosto e sorriu
E tornou a olhar
Meio assustada
Tão encantada entendeu
Já não é mais criança
Eu bem queria guardá-la
Igual Peter-Pan
Que ela nunca crescesse
Mas não se toma no colo
Quem agora é mulher
Tem outros planos
Outros desejos
A vida nas mãos
Tanto que eu quis protegê-la
Em meio aos brinquedos
E bichos de pano
Só que ela não quer brincar
Ela já não sorri
Se eu me faço palhaço
Vai encontrar teu caminho
Rir o teu riso
Chorar o teu choro
Mas não se esqueça do teu Criador
E de voltar pra casa
Quando quiser
Stenio Marcius