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Showing posts from 2008

Frases

"Observai, antes de tudo, o seguinte: não vos deixei perturbar por trechos da Escritura que ainda não compreendestes, e não vos deixeis inflar pelo que compreendeis. Distingui, antes, com respeito, o que não entendeis, e guardai, com amor, o que passastes a entender." Sto Agostinho "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir." Martinho Lutero "A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio." Martin Luther King "Blogs são, em muitos casos, o espaço dos que não tem espaço, a voz dos que não tem voz, o púlpito dos que não tem púlpito." Pr. Altair Germano "O cristão tem Cristo e nada e ninguém mais. Ou o cristão tem só Cristo ou não tem...

Às voltas com o "teólogo" Satanás

O calendário desse ano nos fez ter uma mais curta estação lúdica (Natal-Carnaval) no Brasil. Mas, creio, deverá ter sido o suficiente para que muitos de nós tenhamos tirado férias, ou alguns dias de folga, para repouso, lazer, sociabilidade, festa, cuidado com a saúde, higiene mental, viagens etc. E, quem sabe, fizemos uma avaliação de pelas quantas andamos e/ou deveríamos andar.Sempre iniciamos aquela estação ao final da Quadra do Advento (a primeira do Ano Cristão), com sua ênfase na Escatologia Messiânica, e o início da Quadra do Natal (com o Ano Novo e a Epifania, em datas diferentes nas Igrejas do Ocidente e do Oriente), com sua ênfase na Encarnação e na destinação universal do Messias. Terminamos, porém, na quadra pagã do Culto a Baco, na despedida da carne (Carne Vale).A Quaresma, quadra que se inicia hoje no Ano Cristão, nessa “quarta-feira ingrata” para os fiéis de Baco, e “Quarta-Feira de Cinzas” para os fiéis de Javé: um momento de “saco e cinzas” (próximo do Yon Kipur dos j...

Uma Mente Brilhante

No filme “Uma Mente Brilhante” (“A Beatiful Mind”) sobre a vida do Matemático Americano John Forbes Nash, Russell Crowe interpreta o papel de um homem acometido por esquizofrenia, e que apenas sobreviveu em condições mínimas de trabalho e produtividade em razão de ter confiado no amor de sua mulher Alcia Nash.. Entretanto, o que me leva a evocar a memória do filme (2001) é o fato simples e poderoso que ele apresenta: a mente precisa de aferidores externos a fim de encontrar sua saúde e equilíbrio. John Nash, brilhante, superdotado, venturoso em tudo o que fazia, subitamente começou a entrar num mundo paralelo tão real quanto tudo o mais que ele chamasse de real, com a diferença de que somente ele via o que via, e, portanto, tratava-se de algo subjetivo e não real para o resto do mundo. Sua salvação não da esquizofrenia, mas sim da “loucura”, só foi possível porque ele admitiu a esquizofrenia, entregando suas decisões sobre o que era ou não real entre as coisas que via, ao julgamento de...

O AMOR E OS MONSTROS

- Papai…!- O que foi, filha?- Estou com medo…- Medo de quê?- De monstros!- Monstros?É… Eles estão aqui!- Filhinha… Deixa eu te dizer uma coisa: onde existe amor não há lugar para monstros. Os monstros têm medo do amor. O amor é maior que os monstros. O amor é maior que tudo. E você é muito amada, minha flor.- Quer dizer que onde não tem amor os monstros vêm?- É, querida, você disse uma grande verdade… Onde não há amor nossos monstros, nossas feras, nossos demônios aparecem, entram e fazem moradas.A essa altura do meu discurso metafísico sobre as implicações do conflito apocalíptico entre os monstros que habitam a imaginação fértil de minha filha recém-adotada e o amor, meus olhos, encarando-a com toda a ternura do mundo se encheram de lágrimas, enquanto os seus, verdes e claros como o mar de Natal, sorriram pra mim, ante a constatação de que o amor estava presente ali entre nós, que os monstros haviam se dissipado todos como fumaça, e que era hora de dormir na mais profunda paz de cria...

Músicos cristãos precisam de libertação

Uma das maiores necessidades da igreja brasileira hoje é a de música cristã profana. Precisamos de música cristã que não fale de Deus. Não que falar de Deus não seja importante; mas às vezes tenho a impressão de que falamos demais de Deus, quase a ponto de tomar seu nome em vão. Falamos tanto porque estamos preocupados com a sua ausência; será que falamos para ocultar a sua ausência?Falar de Deus é essencial: “como crerão, se não ouvirem?”. Tão importante quanto falar sobre Deus, no entanto, é falar a partir de Deus; e quando falamos a partir de Deus, não precisamos, necessariamente, usar o nome de Deus – o livro de Ester conta uma belíssima história sem usar o nome de Deus nem uma única vez, e essa história se tornou parte do cânon judaico-cristão, como narrativa divinamente inspirada.A questão, pois, é se temos a graça de contar a história do modo correto, de narrar a vida sob a luz do evangelho. Precisamos de música que não fale de Deus, mas que fale a respeito da vida, das flores, ...

A letra mata...

Um texto são palavras mobilizadas no papel pela química da tinta. Quando elas apareceram pela primeira vez, seu estado não era esse: mais se pareciam com pássaros selvagens, batendo as asas... O professor [teólogo-cientista] armou suas arapucas, pegou os pássaros, selecionou os que lhe interessavam e engaiolou-os com papel e tinta. Pobres palavras... Perderam a liberdade. Agora estão congeladas no tempo e no espaço. Mas depois, quando o professor [teólogo-cientista] se puser a lê-las, será a sua vez de perder a liberdade. Agora, sob o comando das palavras escritas, ele será obrigado a dizer aquilo a que elas o obrigam. A química prende as palavras no papel. Mas, no momento da leitura, a física da luz faz que elas voem do papel para os olhos, dos olhos, para a morada dos pensamentos, e daí para a boca. E o “lente” as transforma em sons. Ele as diz. Se, por acaso, pássaros diferentes passam batendo as asas, ele faz de conta que não os vê. Se ele se sente tentado a voar com eles, o texto ...

A letra mata... 2

sobre a importância da imaginação na leitura bíblica (texto de Eugene Peterson) O evangelho de João fala sobre Jesus Cristo: a “Palavra tornou-se carne”. A narrativa insiste e demonstra que a “palavra” não é uma abstração filosófica, nem tinta sobre pergaminho, mas, sim, uma ocorrência histórica. A Epístola de João também enfatiza a palavra física, sensorial e histórica: “... o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 Jo 1.1). A palavra de Deus foi pronunciada antes de ser escrita. Pessoas viram, tocaram e ouviram Jesus antes de escrever sobre Ele. O que caracteriza a “palavra de Deus”, acima de qualquer outra coisa, é ser falada, ter uma criatividade viva e dinâmica.A palavra de Deus escrita (scriptura) é maravilhosa, mas é também uma bênção que traz vantagens e desvantagens. Vantagens porque cada nova geração de cristãos tem acesso ao fato de que Deus fala, conhece a maneira como E...

De volta ao tanquinho

“Portanto, esta maldade vos será como a brecha de um muro alto, que, formando uma barriga, está prestes a cair, e cuja queda vem de repente, num momento” (Isaías 30.13). Excesso de pecado, excesso de fornicação, excesso de soberba, excesso de futilidades.... vivemos a era dos excessos, indicando que há uma perda do equilíbrio, do bom senso e do domínio próprio. Acostumamo-nos ao nosso ser fragmentado. Acostumamo-nos ao pensamento reprovável, compramos a idéia de que o mundo é assim, a vida é assim... Somos seres gregários que acompanham a massa. Marina Colasanti percebeu isso e escreveu com maestria: "A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar...

Auto-ajuda para cristãos: outra onda

De tempos em tempos o meio evangélico é surpreendido por uma nova onda na qual boa parte dos irmãos e irmãs se lançam de cabeça.Uma das novas manias (são tantas) são os livros de auto-ajuda para o público cristão. Basta entrar numa livraria e você poderá vislumbrar inúmeros títulos que abrangem as mais variadas áreas: namoro, casamento, sexualidade, traumas emocionais, etc. Como Diretor de uma Faculdade de Teologia conheço bem a importância de termos livros sérios em nossa própria língua. Além de muita leitura da Bíblia, precisamos também aprender a valorizar a leitura de bons livros (qualquer bom livro, não apenas evangélico) como forma de abrirmos nossa mente, crescermos, irmos a outros lugares, conhecermos outras vidas, aprendermos com o exemplo alheio, criarmos senso crítico e resistência intelectual a ideologias que tentam nos engolir e por aí vai.....Certamente, temos muita literatura boa à nossa disposição. Temos aqui que reconhecer o trabalho sério de várias Editoras Protestant...

Inquisição High Tech

Em tempos de internet qualquer um faz blog e arrasa a imagem e caminhada de alguém em tempo real. Os tempos mudaram, mas a vileza é igual ao período da inquisição. Lá se faziam denuncias anônimas, falsos testemunhos, manipulações vis, trechos de fala fora do contexto, e, imediatamente, os defensores da reta doutrina colocavam o herege na fogueira. Fácil, simples e rápido. Os Torquemadas internautas do momento entendem de teologia tanto quanto sindicalista entende de marxismo, mas são rápidos. Afirmam, denunciam, decretam, difamam, mentem, manipulam. E têm certeza. Então, pronto, o Gondim é herege e será queimado nesta fogueira high tech, porque os augustos inquisidores do presente não têm dúvidas. O Gondim publicou um livro recentemente, "Creio, mas tenho dúvidas". O que é isso? Desde quando um homem de Deus pode ter dúvidas? Como um pastor líder, influente pode admitir que, às vezes, fica temeroso, não sabe o suficiente, tem medos e vontade de desistir? Deveria publicar...

Não acredito

Não acredito em respostas prontas estereotipadas e definitivas, mas em ser apenas um aprendiz, aprendendo sempre, num processo sem fim de aprender, desaprender e reaprender. Não acredito em estratégias, modelos ou planos religiosos definidos e reproduzíveis, mas nas surpresas do dia-a-dia vivido na presença de Deus, no convívio familiar e comunitário. Não acredito em projetos ministeriais importados e apostilados, mas no serviço simples, contínuo e discreto em favor dos pobres. Não acredito em técnicas de evangelização, mas sim em pregar o Evangelho o tempo todo com a vida e, quando necessário, usar palavras. Não acredito no barulho e na agitação, mas sim no recolhimento e no silêncio. Não acredito em busca de poder religioso que alimente ambições pessoais, mas sim no poder que se aperfeiçoa nas minhas fraquezas. Não acredito no que acontece sob os holofotes e é propagandeado, mas no imperceptível, no pequeno, no gesto simples do quotidiano. Não acredito em lideranças personalistas, ma...

Em qual Jesus você acredita?

"Há, pois, um Jesus para cada fé." Vivemos na época da globalização do nome Jesus. Há em todos os meios e em todas as religiões e seitas uma certa unanimidade quanto a Jesus. Os espíritas são concordes em afirmar o alto grau de evolução de Jesus, o Mestre. Os muçulmanos também reconhecem o valor superlativo do descendente de Abraão – por sinal, pai também dos árabes e um dos líderes espirituais do Islã. Neste sentido, professor de Teologia Sistemática Muçulmana da Universidade de Tunis, Hmida Ennaifer , escreveu: “Quando estudamos mais atentamente o que o Alcorão diz sobre Jesus, percebemos que nenhuma outra figura foi dotada de um poder taumatúrgico tão extraordinário quanto o seu. E isso não é tudo: o Alcorão recorre a cerca de doze atributos marcadamente reconhecidos como de Jesus. Ele é o profeta, o servidor de Deus e a criança lavada de toda a impureza, mas é também o sinal, o exemplo, o Verbo, o espírito vindo de Deus, aquele que é sustentado pelo Espírito Santo, o cami...

A oração e o retrato do caráter

Tenho visto, com muita freqüência, crentes orando por vagas em estacionamento, de preferência uma bem em frente à loja que precisam ir, ou clamando fervorosamente para que não chova no dia do casamento ou aniversário planejado para acontecer num espaço aberto. Ouço pais pedindo oração para que Deus dê uma força para que o filho que nunca foi de estudar muito passe no vestibular ou num concurso público; ouço também crentes expressando sua gratidão a Deus por terem conseguido furar uma fila, ou vender um carro batido sem que o comprador percebesse. Orações assim são comuns em nossas igrejas. Contudo, quando reconhecemos que a oração é um meio de relacionamento, ela nos oferece um duplo retrato: de Deus e de quem ora. A oração tem um papel importante no relacionamento entre o homem e Deus, pintando tanto o caráter humano como o divino. O que falamos para Deus (súplica, gratidão, louvor, desejos e situações da vida) revelam nossas motivações, nossa moral e nosso caráter. Da mesma forma, al...

Evangélicos ... mas será que realmente convertidos?

Um dos maiores problemas dos evangélicos no Brasil é sua familiaridade com as coisas espirituais. As pessoas acham que ouvindo o evangelho, aceitando Jesus, entrando para uma igreja e praticando boas ações, garantiram uma passagem no ônibus celestial. O testemunho pessoal de John Wesley demonstra que estão enganados. Wesley estudou no Seminário de Oxford e tornou-se ministro da Igreja da Inglaterra por um período de 10 anos. Durante a maior parte desses anos, os irmãos Wesley, George Whitefield e outros participaram de um grupo de estudantes apelidado de “methodists”, por causa de seus rigorosos e metódicos hábitos religiosos. Apesar de sua aparente religiosidade – despertava às 4 da manhã, orava 2 horas, lia a Bíblia por horas, visitava presos nas cadeias e aconselhava os doentes nos hospitais até tarde da noite – a vida de Wesley fora marcada por um cristianismo árido e pelo fracasso ministerial. Em 1735, João Wesley tornou-se missionário em Geórgia, servindo numa região inóspita dos...

A crise do cristianismo e a crise do mundo

Júlio de Santa Ana –um teólogo uruguaio que trabalhou por mais de dez anos no Brasil e atualmente ensina em Genebra, Suiça– esteve em São Paulo para assessorar um curso de militantes cristãos latino-americanos. Aproveitando a oportunidade, a Editora Vozes, CESEP (promotora do curso de militantes cristãos) e o Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo organizaram uma noite de conferência. Apesar de pouca divulgação, mais de cem pessoas –maioria cristãos comprometidos com lutas sociais– se reuniram para ouví-lo falar sobre A crise do cristianismo na passagem do milênio.[1] Sob o impacto desta conferência, o editor da revista Cultura Vozes me pediu com insistência que escrevesse um artigo sobre o mesmo tema. Após estourar vários prazos, estou finalmente atrevendo-me a colocar algumas idéias por escrito. Na conferência, Júlio de Santa Ana apresentou alguns aspectos da crise do cristianismo: cristianismo é hoje uma religião estatisticamente estagnada; sua presenç...

Espiritualidade, dimensão esquecida e necessária

Espiritualidade vem de espírito. Para entendermos o que seja espírito precisamos desenvolver uma concepção de ser humano que seja mais fecunda do que aquela convencional, transmitida pela cultura dominante. Esta afirma que o ser humano é composto de corpo e alma ou de matéria e espírito. Ao invés de entender essa afirmação de uma forma integrada e globalizante, entendeu-a de forma dualista, fragmentada e justaposta. Assim surgiram os muitos saberes ligados ao corpo e à matéria (ciências da natureza) e os vinculados ao espírito e à alma (ciências do humano). Perdeu-se a unidade sagrada do ser humano vivo que é a convivência dinâmica de materia e de espírito entrelaçados e inter-retro-conectados. 1. Espiritualidade concerne ao todo ou à parte?Espiritualidade, nesta segmentarização, significa cultivar um lado do ser humano: seu espírito, pela meditação, pela interiorização, pelo encontro consigo mesmo e com Deus. Esta diligência implica certo distanciamento da dimensão da matéria ou do co...

E Deus sabia…

Deus sabia que o ser humano iria cair. Por que, então, o criou? Era uma vez quando nada tinha se passado e nem se passaria porque era a eternidade, e a eternidade é sempre e sempre é. O Deus eterno decidiu criar e tudo se fez da melhor maneira que podia se fazer. E o tempo começou. Como falar da eternidade? Deus criou-nos, apesar de saber de nossa escolha porque não há outro jeito de criar um ser livre. Deus criou uma raça que iria escolher contra ele porque o seu amor não pode ser atingido pela frustração. Deus criou porque assumiu sofrer o ônus cobrado pela justiça. A justiça cobrou o sacrifício de Deus. Foi aqui, no sacrifício, que a história começou. Começou a história, cujo início é fruto da convulsão na eternidade. Deus teve, por decisão própria, de se sacrificar! A paz da eternidade foi quebrada na criação e restaurada no sacrifício. O que, na Eternidade, é imperceptível. Essa dimensão da história, em que vivemos, nasce no sacrifício porque sem ele nada do que foi feito se fez। ...

Como perder Jesus de vista no livro de Atos

Tente por um instante imaginar um mundo (e um cristianismo) em que o Novo Testamento consista exclusivamente nos quatro evangelhos – sua Bíblia e sua memória desconhecem os livros de Atos, Hebreus e Apocalipse e as cartas de Paulo, Pedro, Judas e João. Neste mundo imaginário conhecemos bastante sobre a vida, o caráter, os milagres e as palavras de Jesus de Nazaré. Sabemos com quem ele andava, quem o hostilizava, a quem ele distribuía tolerância e quem merecia sua impaciência. Ouvimos suas histórias, memorizamos seus ditados, trememos diante de suas exigências e somos continuamente desafiados pela sua vitalidade. Vemo-lo lavar os pés dos discípulos, comer com pecadores, abraçar leprosos, ter os pés massageados por prostitutas. Testemunhamos sua espiral voluntária em direção à morte e temos desconcertante indício de sua ressurreição. Mas é só. Nada sabemos das aventuras de capa e espada de Atos, das austeras recomendações de Judas, das elaboradas explicações de Paulo, do novo céu de glór...